Where are you? Peekaboo!

Estou aqui.

Tenho estado um pouco ausente, mas está tudo bem.

Estou aqui.

“Cucu! Peekaboo!”

Aqui a menina tem estado entretida em brincadeiras com o Leo, brincadeiras muito saudáveis e salutares.

O Leo adora brincar às escondidas.

“Mãeee, ô ‘stá o Leo?” – diz ele, escondido no armário.

O Leo adora esconder-se no armário, e depois abrir as portas de par em par e gritar: “Cucu! Peekaboo!”.

Adoro vê-lo assim! Feliz, liberto e com uma vivacidade contagiante!

Adoro passar o dia na sua companhia. Contagiada pelo seu entusiasmo, garra e alegria!

Este início de ano foi um ano de Mudança. 2020 está a ser um ano de várias mudanças e a vários níveis. Mudanças voluntárias e necessárias. (Porque o que tem de ser tem muita força!)

As mudanças foram necessárias porque fui sentido uma necessidade cada vez mais crescente de viver a minha vida e a minha luz, sendo cada vez ainda autêntica e verdadeira comigo mesma. Cada vez mais em linha com o meu propósito e com a minha paixão e missão.

É muito provável que tenham notado (ou venham a notar) o reflexo dessa mudança nos meus textos, em especial quem já me acompanha e lê há algum tempo.

Muitos dos meus posts refletem e espelham os meus estados de espírito. E eu partilhei aqui, por exemplo, que me sentia livre, leve e solta. Também tenho escrito vários textos de cariz mais humorístico, pois assim me tem ditado a inspiração e o bom humor.

Contudo, as mudanças, em especial aquelas que nos fazem verdadeiramente sair da nossa zona de conforto, também mexem com os nossos receios. As mudanças despoletam o aumento de volume das nossas vozes internas, vozes filhas do Medo ou netas do Velho do Restelo.

E tal é perfeitamente normal. Ter medo é perfeitamente normal. Ter coragem não é sinónimo de não ter medo.

Ter coragem é ter medo e, mesmo assim, avançar. Avançar em direção ao Novo e ao Desconhecido. E este avançar, garanto-vos, tem muito mais de libertador do que de aterrador!

Na realidade, assim que desvalorizamos os filmes mentais (que começam sempre com a voz negativa e paralisante do “Ai! E se isto?”, “Ai! E se aquilo?”) e temos a coragem de confiar na nossa verdadeira voz interna, tudo o que é suposto ser e acontecer, tudo é e acontece.

Decidi partilhar convosco esta etapa da minha viagem por três razões:

Primeiro, para vos inspirar a seguir também, e cada vez mais, a Voz do vosso Coração e cada vez menos a voz do medo. Tenham coragem e atrevam-se a confiar na vossa Criatividade. Deixem-se guiar por ela, onde quer que ela vos leve. (Em especial se isso vos fizer assustar um pouco. Strecth yourselves! Desafiem-se!)

Quando foi a última vez que se desafiaram (nem que fosse só um bocadinho)? Também sentiram algum receio ou hesitação (ou procrastinação)?

Contudo, mesmo assim, também seguiram em frente (nem que fosse uns dias mais depressa e outros mais devagar, com alguns dias de pausa intermitente pelo meio)?

Boa!!

Tenhamos a coragem de confiar que a nossa Criatividade nos leva exatamente onde é suposto irmos ou estarmos.

Em segundo lugar, partilho porque sinto que o que está para vir pode ser mágico e luminoso (se não der miúfa aqui à miúda).

E, assim, quero deixar aqui um testemunho da viagem. Para mais tarde recordar, mas também para me acompanharem no processo de transformação.

Por último, ao estar a anunciar “publicamente” que estou a entrar numa fase nova e entusiasmante (e um pouco assustadora) da minha vida, torno-vos cúmplices e, ao mesmo tempo, “cobradores”.

Em inglês, vocês serão os meus “accountability buddies”, não sei bem como traduzir esta expressão para português. Algum especialista em inglês, aí desse lado, que me ajude na tradução, please?

A ideia é que, em dias em que eu me sinta tentada a desistir ou a recuar, ou amedrontada por vozes do medo (e imagino que esses dias virão, em especial, sempre que eu me desafiar ainda mais), eu não vou querer dar parte fraca. Nesses dias vou pensar: “Como é, não vais agora desistir, depois de teres anunciado ao Mundo que ias avançar?!”

Para além de “accountability buddies”, e de exercerem alguma pressão positiva, espero também que sejam meus apoiantes e torçam por mim.

É um bocadinho como se eu tivesse decidido correr a Maratona. Já investi no ingresso ou bilhete (não sei qual é o nome correto, pois não percebo nada de maratonas, e talvez devesse ter escolhido outro exemplo, enfim…). Já vos anunciei e ao Mundo que ia correr. Vocês, meus “accountability buddies”, vão ter o papel de me ir “cobrando” (“Então, como é que vai o projeto das corridas?”), vão torcendo por mim, dando forças durante os treinos e vão levar cartazes para apoiar durante a corrida: “Força! You can do it!”

Combinado?!

E já agora, para além dos cartazes, também podem levar um ‘kitzinho’ de primeiros socorros para os meus joelhos esfolados, em caso de eventuais quedas. Pode ser?

Sim?!

Boa! Muito obrigada, my dear lovelies!”

Então, ‘bora lá! Vamos a isto!

Uns dias mais depressa, outros mais devagar. Mas sempre, sempre, a avançar! E não se esqueçam dos alongamentos, ok? Stretch yourselves!

Estamos juntos nesta corrida, my dear running buddies?

Posso contar convosco?

Bem Haja!

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